Por dentro do SM-18: o algoritmo que decide quando fazes revisão

Cada cartão que revês ensina algo à app sobre a tua memória. Vê como o BoostChinese agenda as revisões para estudares menos e te lembrares de mais.

Miguel Jiménez
Miguel Jiménez — 3 min de leitura
Por dentro do SM-18: o algoritmo que decide quando fazes revisão

Já reparaste que consegues lembrar-te de uma palavra na perfeição à segunda-feira e, à sexta, dás um branco total? Isso não significa que sejas mau a chinês — é simplesmente assim que funciona a memória humana. E é exatamente o problema que o nosso algoritmo SM-18 foi criado para resolver.

A curva do esquecimento (e porque é, afinal, uma boa notícia)

Quando aprendes um carácter novo, a tua memória dele começa a desvanecer-se quase de imediato. Os psicólogos chamam a isto a curva do esquecimento e, à primeira vista, soa deprimente. Mas aqui está a parte boa: sempre que recordas uma palavra mesmo antes de a ires esquecer, a memória volta mais forte e desvanece-se mais devagar. Repete isto algumas vezes e a palavra torna-se praticamente permanente. Ou seja, o segredo não é rever mais — é rever no momento certo. Cedo demais e estás a perder tempo com coisas que já sabes. Tarde demais e estás a reaprender do zero. O SM-18 vive precisamente nesse ponto ideal.

Como a app fica a conhecer o teu cérebro

Sempre que tocas em "Não", "Quase", "Sim" ou "Fácil" depois de virares um cartão, não estás só a responder a uma pergunta — estás a ensinar algo à app sobre a tua memória. Com o tempo, o SM-18 constrói um pequeno modelo de como tu te lembras de cada palavra em concreto: quão estável é essa memória, quão difícil a palavra parece ser para ti e como respondeste no passado. É por isso que dois amigos a estudar exatamente o mesmo baralho acabam com calendários de revisão completamente diferentes. Talvez 蛋糕 (bolo) te fique gravado à primeira, mas 尴尬 (constrangedor) se recuse a assentar — a app repara e ajusta. O teu calendário é só teu.

Porque isto ganha sempre às marradas de estudo

Todos nós já estudámos à pressa para um exame e esquecemos tudo uma semana depois. Estudar à última hora parece produtivo porque é intenso, mas as memórias que cria são superficiais. As revisões espaçadas são o oposto: uns minutos por dia, quase sem esforço, e as palavras ficam mesmo contigo durante meses. Na prática, a maioria dos utilizadores do BoostChinese termina as revisões diárias em menos de dez minutos. É essa a sessão inteira. E chega para construir um vocabulário de milhares de caracteres num ano.

Como isto se traduz no dia a dia

Abres a app, tocas em MyBrain, e os cartões que estão marcados para hoje estão simplesmente à tua espera — sem planeamento, sem decidires o que estudar. Se uma palavra for fácil, toca em "Fácil" e ela não te volta a incomodar durante muito tempo. Se uma palavra te continua a fazer tropeçar, volta mais cedo, acompanhada do vídeo e das frases de exemplo, para dar à tua memória mais pontos de apoio. E é mesmo só isto. Tu apareces, o algoritmo lembra-se por ti. 🧠

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